• CÂMARA DE ESPELHOS

    Um filme sobre as violências contra as mulheres.


  • O FILME

    Um grupo de homens de 18 a 80 anos, diferentes trajetórias e perfis são colocados juntos em uma sala para comentar vídeos de temas cotidianos relacionados às mulheres. Esse é o cenário do documentário "Câmara de Espelhos", de Dea Ferraz que chega aos cinemas dia 06 de dezembro.
     

    É um filme sobre as violências contra as mulheres, que muitas vezes passam despercebidas ou são naturalizadas. Estão presentes nas falas, nas piadas, nas formas de pensar, nas pequenas atitudes, dentro de casa, no trabalho, na faculdade, na rua e nos bares. Como os homens se permitem falar o que querem quando estão só entre homens?
     

    Gravado em 2013, "Câmara de Espelhos" será lançado 5 anos depois. Ao longo desses anos os índices de violência contra as mulheres no Brasil subiram, passamos do 7º ao 5º lugar no ranking mundial de feminicídio, o assassinato de mulheres negras aumentou 54% e o das mulheres brancas diminuiu 9,8% e o número de casos notificados de estupro em 2017 cresceu 8,4% em relação à 2016.
     

    Esse ano nosso país elegeu como Presidente um político que fomenta e reproduz discursos intolerantes e de ódio contra mulheres, negros e LGBTs. Há quem diga que "é só da boca pra fora", mas infelizmente discursos violentos naturalizados, legitimam atos de violência todos os dias. Não é hora de silenciarmos.

    Câmara de espelhos, um manifesto pela vida das mulheres.

  • MARÇO DA RESISTÊNCIA!

    Se inscreva para receber e exibir o filme Câmara de Espelhos e contribua para o enfrentamento da violência e para o fortalecimento da redes de mulheres!

    *Inscrições até o dia 31 de março

    Leve sua escola aos cinemas para assistir uma sessão gratuita do "Câmara de Espelhos"

    Agenda sua ida mandando email para atendimento@escolanocinema.com.br!

    *Ação válida para cinemas do Itaú. São 1.000 ingressos disponíveis.

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  • ONDE ASSISTIR

    O filme Câmara de Espelhos está nos cinemas pelo Brasil!

    Confira a programação do dia 13 ao 19 de dezembro.


    ▶️ Aracaju | Cine Vitória

    Somente 14/12 - 19h20

    ▶️ Recife | Cinema São Luiz

    Somente 13 e 18/12 às 19h30

    ▶️ Vitória | Cine Metrópolis

    Dias 14/12 às 20h; 15/12 às 18h; 17/12 às 16h; 19/12 às 17h50

  • A REALIDADE

    Há diversas formas de violências contra as mulheres. Elas estão em todas partes: nas ruas, na escola, na faculdade, no trabalho, em casa, no transporte. O que começa com um discurso machista, que passa desapercebido e naturalizado, pode chegar até o ato de feminicídio.

    Feminicídio, segundo o Instituto Patrícia Galvão, é a expressão que define o ato fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres em sociedades marcadas pela desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.

    Um ponto que é necessário ser percebido para detalhar o feminicídio no Brasil são as diversas realidades das mulheres brasileiras, que interferem diretamente no grau de exposição à violência. Especificidades de raça, classe social, orientação sexual, regionalidade são exemplos de realidades que submetem mulheres à maiores níveis de vulnerabilidades.

    DADOS

    O Brasil convive com elevadas estatísticas de violências cotidianas praticadas contra as mulheres. O país é o 5º país com maior taxa de homicídio de mulheres.

    Veja os dados abaixo sobre essa realidade.

  • MULHERES NEGRAS

    Mulheres e meninas negras são as que mais sofrem feminicídio no Brasil.

    O Mapa da Violência 2015 mostra que a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, enquanto a taxa de mulheres brancas diminuiu 9,8%.

    O racismo é um fator determinante para o número elevado desses feminicídios, uma vez que o legado da colonização e o desenvolvimento econômico baseado na escravidão e exploração da população negra geram condições de vida muito desiguais, aumentando o nível de vulnerabilidade em relação às violências.

    MULHERES LBTT's

    Para as mulheres lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis, a possibilidade da violência, em casa e fora dela. São vítimas de “estupro corretivo” com a intenção de “mudar” sua orientação sexual e de espancamentos coletivos por causa de manifestação pública de afeto.

    O Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil, lançado em 2018, traz mostra um aumento de 237% nos casos de lesbocídio entre 2014 e 2017.

    O Brasil é o país que mais mata travestis e trans no mundo com base a pesquisa da ONG TGEU (Transgender Europe).

    MULHERES JOVENS

    O Mapa da Violência 2015 identificou que o feminicídio concentra suas maiores taxas na faixa de 18 a 30 anos de idade.

    Podemos observar uma incidência baixa até os 10 anos de idade, um crescimento notável dos 12 aos 30 anos.

    REGIONALIDADE

    As mulheres podem estar mais ou menos expostas ao feminicídio devido a maior garantia de acesso à direitos e equipamentos públicos pelo Estado, como serviços de acolhimento e de saúde das mulheres.

    Isso explica porque o Mapa da Violência 2015 mostra que o Brasil convive com taxas discrepantes de assassinatos femininos em diferentes estados.

    A maior concentração de estados com altas taxas de femincídio são no Nordeste e Norte e as menores são Sudeste e Sul.

  • Você não está só!

    Já sofreu algum tipo de violência e quer compartilhar conosco?

    *Não divulgaremos o seu depoimento, só se você permitir.

  • LINKS PARA SABER MAIS

  • Monitor da violência, feminicídios no Brasil

    Mapa mostra taxas de mortes de mulheres em razão do gênero em cada um dos estados.

    Dossiê feminicídio

    Pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão.

    Violência contra as mulheres em dados

    Saiba mais sobre diferentes violências contras as mulheres - Instituto Patrícia Galvão.

    Atlas da Violência 2018

    Produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) para análise de indicadores para compreender processos de violência no país.

    Mapa da violência 2015

    Homicídios de mulheres no Brasil